ssangyong Condução Todo-o-Terreno (4x4) (Bons conselhos para os condutores)

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ssangyong Condução Todo-o-Terreno (4x4) (Bons conselhos para os condutores)

Mensagem  Ricardo em Sex Dez 21, 2012 3:57 pm

Condução Todo-o-Terreno (4x4)
(Bons conselhos para os condutores)

A SsangYong

Devido à capacidade dos veículos SsangYong para circular fora das estradas, vamos desfrutar, sem dúvida, de momentos maravilhosos em contacto com a natureza, os quais irão depender, do estado do nosso veículo, assim como do nosso estado.

Todo o bom condutor tem a humildade dos sábios e está sempre disposto, a saber mais, a aprender mais, e a escutar mais, para ser melhor.

Os seguintes conselhos de condução, que todos deveríamos imprimir e guardar no porta-luvas, pretendem que, a diversão a bordo dos novos SsangYong seja agradável, para que as nossas famílias desfrutem de muitas jornadas, com um final feliz, a bordo do seu veículo. Obrigado pela sua atenção e boa viagem:

1. A Preparação do veículo

Antes de partir para a aventura em plena natureza, convém estar preparado. É recomendável que preste atenção ao seu SsangYong, já que este, junto consigo, vão ser os verdadeiros protagonistas desta aventura.

Aconselha-se uma verificação geral sobre:
• Estado dos níveis (motor, caixa de velocidades, refrigeração e diferenciais);
• Desgaste dos pneus;
• Estado da bateria;
• Estado dos discos, pastilhas e calços de travão;
• Iluminação.



2. Recomendações sobre Segurança

A segurança nas estradas ou nos percursos é essencial. Conhecer as limitações do seu veículo, as características da superfície em que viaja (asfalto, terra ou rochas) e utilizar o bom senso, irá garantir o seu bem-estar.

Quando se vai realizar uma travessia fora de estrada, devemos aumentar a segurança, seguindo um conjunto de recomendações:
• Vigie o desgaste e pressão dos pneus do seu veículo, lembre-se que o contacto que tem com a estrada depende principalmente destes e, do seu estado, depende a sua segurança;
• Viaje num grupo de dois ou mais veículos, para poder ter ajuda nas dificuldades, e poder regressar em segurança, no caso de sofrer algum percalço;
• Um rádio de comunicação ou um telemóvel, podem ser bastante úteis;
• Planeie a jornada de tal modo que, não seja obrigado a circular fora da estrada sem luz natural;
• Não se veja atrapalhado pela fadiga, com um bom esquema de paragens, fará a sua viagem de forma mais cómoda e segura;
• Mantenha uma distância de segurança dos outros veículos;
• Equilibre e amarre a sua bagagem e equipamento;
• Tenha cuidado na hora de parar o veículo. Os catalizadores do sistema de escape funcionam a uma alta temperatura e, em contacto com folhas ou plantas secas, podem provocar um incêndio;
• Consulte as previsões meteorológicas;
• Utilize o bom senso. Conheça as suas limitações. Se tem dúvidas sobre um determinado caminho, ou percurso, e da sua capacidade técnica de condução, consulte os mapas e procure uma rota alternativa.

2.1 O que deve levar?

O material que se deve levar num percurso fora de estrada, depende em grande parte do tipo de dificuldade que vamos enfrentar e, do tempo de duração do mesmo.

De seguida apresentamos uma série de elementos que podem dar uma ideia, do que pode ser necessário e recomendável:
• Mapas;
• Um manómetro de pressão para os pneus;
• Um compressor de ar;
• Um Kit de primeiros socorros;
• Um machado ou uma serra;
• Algumas ferramentas básicas: alicate, chave de fendas, chaves inglesas, etc;
• Luvas;
• Pá;
• Lanterna e pilhas;
• Arame e fita adesiva;
• Um spray reparador de pneus;
• Cordas para rebocar;
• Uma navalha ou uma faca;
• Um extintor;
• Um plástico de 2x2 metros;
• Óleo de motor (1 ou 2 litros);
• Fósforos ou isqueiro;
• Água e alguma comida (latas, pela sua impermeabilidade);
• Roupa para agasalho.



3. 3. A Condução em estrada

Conselhos antes de percorrer os caminhos:

• Tente sempre realizar os percursos de uma forma calma e progressiva, os seus passageiros irão agradecer.
• Aproveite a grande visibilidade que lhe proporcionam os veículos SsangYong, para que seja possível beneficiar de uma maior antecipação. Tenha sempre em consideração determinados elementos, quando sair de um caminho para entrar no asfalto, como a terra, a lama ou a água, que se aderem aos pneus e discos de travão, provocando uma diminuição na aderência e na fricção no caso da potência de travagem. Quando esta situação acontece, deverá percorrer uma determinada distância, para que estes elementos sejam eliminados, pelo que, cada vez que realize este tipo de percurso, deverá prestar especial atenção e adequar a velocidade.



4. Condução fora-de-estrada

Já preparámos o veículo para a sua utilização fora-de-estrada, agora, chegou o momento de mudar o nosso tipo de condução.

Praticamente todos podemos conduzir fora de estrada, basta seguir as normas básicas e utilizar o bom senso.

Es ahora cuando debemos recordar las características de nuestros Nuevos SsangYong, su altura libre, sus ángulos, sus capacidades trialeras, sus recorridos de suspensión, etc., y sobre todo ser prudentes. Casi todo el mundo puede conducir fuera de la carretera, basta con seguir algunas normas básicas y emplear el sentido común. Una vez aprendido lo básico, lo que se necesita es práctica.

• É importante saber que, a condução fora de estrada e a velocidade são inimigas. Ao conduzir a uma velocidade moderada, teremos mais capacidade de controlar o veículo e respeitar o meio ambiente no qual circulamos.
• Em zonas complicadas ou distantes de possíveis ajudas, procure não viajar sozinho. Utilize sempre o cinto de segurança e leve as luzes acesas.
• Lembre-se que devemos avançar com precaução, apesar, dos nossos veículos SsangYong estarem construídos para poder circular fora de estrada e, de toda a sua construção ser especialmente robusta e resistente. No entanto, na sua parte interior, os veículos estão em constante risco de sofrer impactos, que em casos extremos, poderá significar a imobilização do veículo.
• É muito importante a posição de condução, ao qual dedicaremos um capítulo especial.


4.1 Postura de condução

Quando circulamos fora de estrada temos que estar especialmente atentos, já que os obstáculos e as particularidades dos caminhos e dos percursos, assim o requerem.

A aderência ao solo é menor e mais variável, e é muito comum encontrar buracos, rodeiras, etc. Também devemos ter uma condução cautelosa em curvas fechadas, dado que nos caminhos podem circular outros veículos, tractores, trabalhadores de campo, ciclistas, excursões, animais, etc.

No entanto, devemos circular sempre com os cinco sentidos e com atenção, adoptando uma posição de condução, que nos possibilite ter uma visão espacial o mais ampla possível, sobre o nosso horizonte, permitindo actuar com rapidez e agilidade sobre o volante.

De seguida, iremos ver uma série de conselhos, que irão ajudá-lo a adoptar uma boa postura e agilizar os seus movimentos:
• Adopte uma posição erguida, colocando o encosto do seu banco com um ângulo de 95º relativamente ao piso do veículo;
• A distância dos ombros ao volante deve ser tal que, o ângulo formado pelo braço seja de 35º, em relação à horizontal;
• Com o ajuste do assento e do volante, coloque a parte superior do volante à mesma altura da parte superior do seu ombro, ou o mais próximo possível;
• Deve segurar o volante colocando os polegares sobre a parte do volante que tem à vista;
• Não use a palma da mão para rodar o volante rapidamente: se tem que realizar uma rotação de mais de meio volante, faça-o cruzando as mãos na parte superior do mesmo;
• Utilize sempre o cinto de segurança: este é o elemento de segurança por excelência, e ajudará a manter-se sentado da forma mais segura. O cinto de segurança é muito importante, já que as inclinações laterais e alguns buracos, podem provocar o movimento do seu corpo e, consequentemente, a perda do controlo do veículo;
• Lembre-se que a função dos encostos da cabeça é evitar que a sua cabeça se desloque para trás e, para poder conduzir correctamente, deverá situar a sua cabeça à altura do mesmo (não na nuca);
• Não coloque o seu braço ou o cotovelo no exterior da carroçaria, nem permita que os passageiros o façam. Nas zonas de maior vegetação circule com os vidros fechados, para evitar que os ramos das árvores entrem no habitáculo e causem ferimentos aos ocupantes.


4.2 Uso da tracção

Uma das características que definem os veículos SsangYong é a tracção às quatro rodas. A tracção às quatro rodas permite-nos circular por terrenos difíceis ou superfícies de pouco aderência (percursos de terra, de neve, etc.), com mais segurança e mantendo o controlo do veículo.

O uso das redutoras (*) está indicado para zonas muito complicadas e para superar obstáculos. Só deve seleccionar com o veículo totalmente imobilizado.

(*) IMPORTANTE: Não se devem utilizar as redutoras em condições de asfalto seco.


4.3 Explicação das capacidades 4x4

Para ser um condutor competente em 4x4 é necessário conhecer a terminologia do mesmo, assim como, as capacidades (cotas) 4x4 do nosso veículo, sabendo quais são os seus limites, para não os ultrapassar.


4.3.1 Ângulo de ataque

É a capacidade que um veículo tem para poder superar desníveis de terreno na sua parte dianteira: este ângulo é formado pela linha do solo, numa superfície plana, e a linha recta que se desenha entre a parte anterior do pneu e a parte mais saliente da carroçaria na sua parte dianteira.

4.3.2 Ângulo de saída

É a capacidade que um veículo tem para poder superar desníveis de terreno na sua parte traseira; este ângulo é formado pela linha do solo, numa superfície plana, e a linha recta que se desenha entre a parte posterior do pneu traseiro e a parte mais saliente da carroçaria na sua traseira (pode ser o pára-choques, o escape ou, em determinados modelos, o depósito de combustível.)

4.3.3 Ângulo ventral

É a capacidade que um veículo tem para superar elevações. É o ângulo formado pelos eixos dianteiro e traseiro e a parte entre os eixos mais baixa do veículo (pode ser a caixa de transferência ou mesmo o catalizador do veículo)

4.3.4 Altura livre

Esta altura é a cota mínima compreendida entre o solo e o órgão mecânico mais próximo a ele. Por regra, podem ser os diferenciais e as pontes que nos limitam esta altura.

4.3.5 Inclinação máxima

É a capacidade que um veículo tem para inclinar-se lateralmente. É a característica mais perigosa e que devemos ter sempre em consideração, já que se a ultrapassamos, poderemos originar de imediato o capotamento. Esta medida crítica encontra-se próxima dos 45º e praticamente não varia, ainda que se tratem de veículos com diferentes dimensões e pesos.


4.3.6 Curso da suspensão

É a distância entre os extremos da suspensão, ou seja, entre a posição totalmente estendida e a totalmente comprimida. Quanto maior for o curso da suspensão de um veículo, maior será a superfície de contacto dos seus pneus, ao superar o obstáculo, porque lhe permitirá manter mais tempo as rodas em contacto com o solo e assim exercer uma maior pressão.

4.3.7 Profundidade máxima de travessia a vau

É a capacidade que um veículo tem para poder realizar a travessia de uma ribeira ou lagoa. Define a profundidade máxima em que a água não entrará na admissão do ar do motor, ou no caso dos motores a gasolina, alguns componentes eléctricos como bobinas de ignição. Esta altura pode ser facilmente modificada, elevando a entrada da admissão de ar com um “snorkel” e revestindo com um líquido especial os cabos eléctricos, no caso dos motores a gasolina.



5. Superar obstáculos

De seguida vamos analisar uma série de características de condução fora de estrada que requerem especial atenção. Veremos as técnicas adequadas para poder superar determinados obstáculos, da forma mais segura possível, sem danificar o veículo.



5.1 Inclinações

As inclinações são a origem de muitos dos problemas. Se a inclinação é muito pronunciada, e não tem confiança suficiente de que você e o seu veículo, a podem superar, nem sequer o tente. Ao subir ou descer uma inclinação, tente sempre fazê-lo na perpendicular. Nunca conduza em perpendiculares de forma angulada pois poderia provocar o capotamento. A maioria dos veículos podem subir inclinações curvas e acentuadas, mas não longas e acentuadas. A velocidade e a potência nem sempre são a resposta.


5.1.1 Subidas

Ao subir uma inclinação, há muitos factores que podem intervir. O primeiro factor que se deve ter em consideração, é o tipo de solo e o tipo de pneus (maior ou menor aptidão 4x4).

- Relativamente ao Solo:
• O solo húmido oferece uma boa tracção;
• O solo seco, solto e arenoso, pode fazer com que as rodas patinem;
• O solo molhado e barroso pode ser o mais difícil e perigoso, já que é muito fácil perder o controlo por deslizamento.

O segundo factor é a inclinação: se esta é muito pronunciada ou íngreme e não tem confiança em superá-la, procure um caminho alternativo.

Lembre-se: conheça as suas limitações e as do seu veículo.
• Antes de iniciar a subida procure saber o que há do outro lado da inclinação. É conveniente fazer um reconhecimento a pé, e se for preciso seguir as instruções de alguém que esteja a pé;
• Ao iniciar a subida, carregue no acelerador;
• Quando se aproximar do cume, e antes de superá-lo, solte um pouco o acelerador;
• Se for necessário, mova um pouco o volante para procurar melhor tracção;
• Nunca suba uma inclinação em ângulo, tente sempre subir ou descer em linha recta;
• Se o veículo se desligar no meio da inclinação, introduza a marcha-atrás, e desça em marcha-atrás. Evite rodar o volante, já que poderia perder o controlo e capotar;


5.1.2 Descer

• Utilize sempre o travão motor. Com a caixa manual utilize as mudanças mais baixas e não toque na embraiagem;
• Com a transmissão automática seleccione as redutoras e a relação de caixa mais curta. Se for necessário trave, mas faça-o suavemente;
• Se começar a deslizar de lado, gire o volante em direcção à parte baixa da inclinação, para corrigir o deslizamento;
• Ao superar uma elevação ou um pequeno monte, tenha cuidado para não exceder o ângulo ventral e ficar suspenso no seu vértice com as rodas no vazio. Se esta situação ocorrer, deverá utilizar o macaco para retirar o veículo. No entanto, poderá tentar colocar pedras, ou qualquer objecto que tenha à mão, debaixo dos pneus; de seguida, balance suavemente o veículo e gire as rodas repetidas vezes, até adquirirem tracção;



5.2 Inclinações laterais Como primeiro conselho, evitar passar em zonas de fortes inclinações laterais, procurando outro caminho. Se este não for possível, deve avançar com precaução, verificando constantemente a estabilidade e a aderência. Em caso de perda de controlo ou de tracção, rodar o volante, em direcção à parte baixa da inclinação. Nunca tente subir, já que, provavelmente capotaria. Se escolher bem o caminho, poderá evitar fortes inclinações laterais.



5.3 Rochas

Para a superar rochas e outros elementos, é necessário ter presente, a altura livre do nosso veículo ao solo, assim como os acessórios que tenha montados.

• Qualquer passagem por uma zona de rochas, deve ser realizada a uma baixa velocidade, para não danificar o veículo e minimizar os riscos;
• Não passe por cima das rochas com uma roda de cada lado. Lembre-se da posição dos diferenciais;
• Se a nossa altura livre é de 20 cm, não podemos passar por cima de uma rocha de 30 cm. Caso seja necessário, passe com as rodas por cima da rocha. Se ouvirmos um ruído metálico nas pedras, não devemos alarmar-nos em excesso, estamos a roçar o chassis ou as protecções do mesmo. A baixa velocidade, e em condições normais, esta situação não danificará o veículo;



5.4 Ultrapassar obstáculos

Quando enfrentamos qualquer dificuldade, temos que adaptar a velocidade à dificuldade da mesma, e verificando visualmente, se for preciso ir a pé, se é possível ultrapassá-la. Em caso de dúvida, é sempre melhor procurar um percurso alternativo.



5.5 Troncos caídos

Os troncos caídos são mais fáceis de ultrapassar em diagonal, aproveitando o curso da suspensão, ou utilizar ramos e pedras para criar uma pequena rampa em ambos os lados.



5.6 Valas

Dependendo do seu tamanho podemos passá-las ou teremos que as evitar. Se são pequenas, é possível que possamos passar, dependendo do curso da suspensão do veículo, caso contrário, devemos tapa-las com terra e pedras ou utilizar pranchas para a areia.



5.7 Valas profundas

As valam profundas são valas que atacamos longitudinalmente. Para as superar, devemos manter as rodas nos lados da vala, segurando firmemente a direcção tentando levar sempre o veículo o mais horizontal possível. Se a vala alargar, é possível que todo o veículo se introduza nela, pelo que há que procurar manter a mesma altura em ambos os lados, em determinadas ocasiões, podemos apoiar-nos no bordo externo dos pneus ou inclusivamente nas laterais dos mesmos. Em qualquer caso, a nossa habilidade, e a nossa experiência deve ajudar-nos a decidir se continuamos ou desistimos.



5.8 Passagem de Elevações

Para a passagem de elevações é importante saber qual o ângulo ventral do nosso veículo. Este depende da distância entre eixos e da altura livre ao solo. Se a elevação está ao alcance do permitido pelo nosso veículo, não há problema. Pelo contrário, se pensamos que o nosso veículo pode ficar com o chassis assente na elevação, temos que avançar com alguma velocidade. Este balanço, tem que ser suficiente para que o eixo dianteiro realize um pequeno voo, evitando que o chassis fique apoiado na elevação, e uma vez que as rodas dianteiras estão a elevar-se do solo, deve soltar-se o acelerador, para evitar que o impulso seja maior que o desejado.



5.9 Rodeiras

Embora na maioria das vezes sejam úteis, dado que ajudam a manter a trajectória do nosso veículo, quando a sua profundidade aumenta, podem converter-se numa perigosa armadilha. É possível que o veículo fique apoiado no chassis, ficando as rodas a girar no ar, por não terem apoio suficiente para permitir tracção. Quando estas são profundas, o mais correcto será colocar uma roda no exterior e a outra entre as rodeiras, sem acelerações bruscas, já que isso poderia provocar que o veículo cruze o trilho na totalidade, caindo então o veículo no interior das mesmas, em especial quando o terreno está enlameado.



5.10 Cruzamento de eixos

O cruzamento de eixos existe ao ultrapassar um obstáculo com os eixos dianteiro e traseiro de uma só vez. Para superar estes obstáculos é de extrema importância o curso da suspensão. Neste percurso, é normal que alguma das rodas fique no ar pelo que devemos ser cuidadosos, para que no momento em que esta regressar ao solo, não o faça de forma brusca. Com um pouco de prática, irá aprender apreciar quando uma das rodas fica no ar.



5.11 Condução na areia

A circulação sobre a areia permite dos momentos mais divertidos mas, também dos que mais dificuldades podem criar.
É importante saber que, na condução sobre a areia, não é o mesmo fazê-lo por um leito de um rio seco ou pelo deserto do Sahara. No entanto, existem pontos que são comuns a todas as situações e que deve recordar:
• Circule sempre pelas marcas que os outros veículos tenham deixado anteriormente, já que se trata de uma areia mais compacta e com menor possibilidade de nos deixar enterrados. Se existir alguma zona de maior dificuldade, os veículos que circulam à nossa frente, podem deixar marcas em forma de buracos, socalcos, etc;
• Quando se conduz sobre a areia deve-se utilizar mudanças altas com as redutoras engrenadas, já que necessita de potência e velocidade para conduzir sobre a mesma;
• Se a areia é muito macia, reduza a pressão dos pneus para 0,5 ou 0,7 Kg/cm².
• Ao avançar mantenha o carro em movimento contínuo, e não permita que as rodas patinem, já que pode ficar enterrado;
• Se ficar enterrado, cave na areia, à volta das rodas. Coloque umas pranchas, madeiras ou algo similar debaixo das rodas para ter melhor tracção. Se não dispõe destes materiais pode usar os tapetes do seu veículo. Se tiver água, molhe a areia diante das rodas, o que fará que tenha uma base de apoio mais firme. Mova o carro para a frente e para trás.


5.12 Condução sobre a lama

A condução sobre a lama, é um momento extremamente delicado, dado que, no solo estão presentes condições de aderência muito baixas. A lama pode esconder dificuldades que a simples visão não detecta. Ao circular por um caminho com lama:
• É recomendável o uso das redutoras;
• Se circula em caravana: aumente a distância de segurança do veículo da frente;
• Igual à condução na areia, circule pelas marcas que os outros veículos deixaram;
• Seja cuidadoso com o acelerador e mantenha sempre a embalagem;
• Reserve uma maior distância para travar e faça-o suavemente, doseando a travagem;


Ao passar por um lamaçal:
Antes de passar por um lamaçal, realize uma avaliação. É importante que analise, a profundidade e comprimento que tem, e se existe algum obstáculo oculto.
Para poder abordar estes obstáculos sem problemas, é importante ter em consideração uma série de conselhos:
• Use uma vara para medir a profundidade e a existência de obstáculos;
• Se não vir rastos de pneus a sair do outro lado, pense duas vezes antes do o abordar;
• Mantenha sempre a embalagem e siga em frente, tente não parar;
• Rodar as rodas da esquerda para a direita com rapidez e repetidamente para melhorar a tracção;
• Se ficar enterrado, tente retroceder e volte avançar;
• A não ser que esteja a avançar, não deixe que as rodas patinem pois simplesmente ficarão enterradas a uma maior profundidade;
• Se ficar enterrado faça um buraco debaixo das rodas e coloque umas pedras ou ramos ou outro material para conseguir mais aderência;
• Pode baixar a pressão dos pneus para 1,4 ou 0,7 kg /cm2 para obter maior tracção. A utilização de correntes para a neve pode dar um bom resultado em algumas ocasiões;



5.13 Condução sobre a neve ou gelo

Todas as condições de baixa aderência – como a lama, a areia ou a neve e o gelo – merecem uma atenção especial.

No caso da neve, indicamos alguns pontos que são comuns à circulação sobre a lama:
• A neve pisada tem uma maior aderência, pelo que é recomendável circular nos rastos dos veículos precedentes. A neve cobre todas as irregularidades por igual, de maneira que ao circularmos nela, se a altura da mesma ultrapassar a altura mínima do veículo, esta poderá estar a ocultar um obstáculo não perceptível. Se eventualmente estas forem as condições, devemos diminuir a velocidade e aumentar a atenção. Em determinadas ocasiões, dependendo do caminho, é recomendável circular com o centro do carro por cima dos rastos, com o objectivo de minimizar os riscos de danificar o chassis com pedras ou outros objectos;
• Não pressione o acelerador bruscamente e verifique a progressão do veículo;
• Antecipe-se às necessidades do terreno, trave suavemente e rode o volante progressivamente;
• Se começar a enterrar rode as rodas rapidamente da direita para a esquerda;
• Quando circular em gelo aumente a precaução e reduza a velocidade;
• Muitas vezes o aparecimento do gelo não é percebido pelo condutor. Lembre-se que, sempre que a temperatura seja de 0º ou inferior, pode-se formar gelo. Também, e quando, as condições da temperatura são um pouco superiores, as possibilidades de encontra-lo aumentam, como em zonas sombrias, zonas expostas à força do vento e em certas situações, como ao amanhecer;
• Se necessitar de colocar correntes no seu veículo, coloque-as nas quatro rodas, se só dispor de duas, coloque-as nas rodas dianteiras, assim terá tracção e direcção.
• Se ficar enterrado na neve, diminua a pressão dos pneus 0,7 ou 1,4 kg/cm² .



6. Travessia de ribeiros e lagoas

A travessia de ribeiros e lagoas, são circunstâncias muito especiais, que requerem uma série de verificações prévias:


6.1 Antes de atravessar

Antes de atravessar uma corrente de água, devemos fazer uma inspecção prévia a pé e observar uma série de situações, acerca da dificuldade do mesmo:

• Verifique a profundidade da água. Lembre-se que a profundidade da água, inclusive em águas claras, pode ser enganadora. Deverá utilizar uma vara para realizar esta operação;

• Analise o leito do rio por onde vai passar e, verifique se tem a consistência suficiente para não nos deixar enterrados. Geralmente, quando há uma corrente, o leito do rio é firme, pelo contrário, em águas paradas é mais fácil que seja menos consistente;

• Também é importante verificar se as margens não são muito pronunciadas e se têm firmeza suficiente;

• Outro dado importante é a corrente de água. Verifique se esta não é demasiado forte, e qual a sua trajectória.




6.2 Sobre a profundidade da água

A profundidade da água é fundamental na hora de saber se podemos ou não atravessar. Lembre-se qual é a profundidade máxima de passagem a vau do seu veículo e não a supere, já que pode causar sérios danos na mecânica. Para que tenha uma referência visual da profundidade da água e da sua dificuldade, siga este conselho:

• Até aos eixos: geralmente não há problemas;

• Até ao pára-choques: seja cauteloso, verifique a admissão de ar, circule devagar;

• Até à parte inferior dos faróis: muito cuidado, circule muito devagar;

• Até aos Faróis: se não é imprescindível atravessar, não o faça;




6.3 E por último... Como atravessar

• Seleccionar as redutoras antes de começar atravessar, para ter uma maior capacidade de tracção.

• É recomendável que um acompanhante nos indique o caminho que devemos seguir;

• Entre devagar, quando o veículo estiver na sua totalidade dentro de água, tente circular a uma velocidade constante, de forma a evitar que se produza uma onda, demasiado grande, diante do seu veículo, e esta vá embater na outra margem, gerando uma vaga contra o veículo, aumentando assim a altura do nível da água;

• Depois de circular por lama ou águas profundas, o sistema de travões pode perder a sua eficácia por encontrar-se molhado, esta tendência será anulada, se depois destas travessias, pressionar o travão suavemente, permitirá que estes sequem mais rapidamente.





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